ATEAC promove interação social entre cães terapeutas e jovens da Pestalozzi de Campinas

Os cães terapeutas, junto com os adolescentes da Pestalozzi

Os cães terapeutas, junto com os adolescentes da Pestalozzi

Fabiana Oliveira, uma das psicólogas que trabalham na ATEAC, acompanha as visitas todas as manhãs de terça na Pestalozzi de Campinas, e diz que a ONG surgiu após uma experiência pessoal da bióloga Silvia Jansen. “Silvia, a fundadora da ONG, tem um filho chamado Daniel, portador da Síndrome de Asperger. Quando ele ganhou uma labradora chamada Luana, ela percebeu uma melhora na capacidade motora e social devido ao convívio com a cachorra e resolveu estudar sobre a terapia assistida por animais. Ela então decidiu dividir essa melhora que o filho teve com outras famílias e fundou a ONG.”

Confira a carta escrita pela própria Silvia sobre a relação da melhoria de Daniel com a labradora Luana:

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Em 2005, Silvia iniciou o atendimento em um abrigo para menores e no ano seguinte as atividades passaram a acontecer na Associação para Desenvolvimento de Autistas (Adacamp), que era onde Daniel estudava. Foi em 2007 que a ATEAC constituiu-se como uma ONG. Logo se expandiu e começou a atender em diversos outros lugares, como o Hospital Mário Gatti, Hospital das Clínicas da Unicamp, Hospital Ouro Verde, entre outros locais (confira a lista completa aqui).

Regiane com Aika, a psicóloga Fabiana, Elaine com o Pitty Zé e Roderley com Fred

Regiane com Aika, a psicóloga Fabiana, Elaine com o Pitty Zé e Roderley com Fred

Atualmente, a ONG conta com mais de 70 cães terapeutas, que ao lado de mais de 70 voluntários (que podem ou não ser os próprios donos dos cachorros) se dividem em turmas e horários diferentes para atender em todos os hospitais e associações participantes da ATEAC. Todas as terças de manhã, profissionais e voluntários como Fabiana, Regiane (dona da Ayka), Elaine (não possui cão, mas leva como voluntária o Pitty Zé) e Roderley (dono do Fred) levam os animais até a Pestalozzi para interagirem com duas turmas, uma de sete crianças e outra ao todo com dez adolescentes e jovens adultos. Na parte da tarde, outra turma de voluntários e cães se socializam com mais duas turmas de crianças e adolescentes. Ao total, são cerca de 30 atendidos todas às terças.

Regiane já está a mais de três anos como voluntária da ATEAC. “Conheci a ONG através de um banner em um almoço beneficente que eu fui. Fiz o cadastro, passei por uma entrevista e depois comecei a trabalhar. É um trabalho maravilhoso, a reação deles com os animais é o que faz valer a pena, eles interagem muito bem” relata a dona de casa, que é mãe de gêmeos de seis meses e pratica em casa a interação dos filhos com os animais.

“Qualquer cão pode se tornar um terapeuta, desde que seja dócil. Nós não trabalhamos com raça definida. Depois da inscrição, o animal passa por uma avaliação com um veterinário, onde é feito um teste comportamental e uma simulação. Então apertam o rabo e orelha do cachorro, porque ele não pode de maneira alguma morder. Por último, eles passam por uma avaliação obrigatória mensalmente com todos os cachorros terapeutas, onde é feita uma socialização entre todos eles sob a supervisão de adestradores, porque os cães trabalham juntos, então eles não podem se estranharem” relata Fabiana quando questionada sobre o requisito de como fazer parte da ATEAC.

O pastor alemão Fred socializa com um dos alunos da Pestalozzi

O pastor alemão Fred socializa com um dos alunos da Pestalozzi

A interação com os animais traz bons resultados para as crianças e adolescentes. Sandra, que é a professora da turma de adolescentes da manhã da Pestalozzi, conta que o cachorro aumenta a autoestima deles e o mais importante: os animais não tem discriminação, vão com todos. Escute um trecho do relato da professora:

A ONG não conta com nenhuma ajuda oficial e sempre realiza bazares, bingos e eventos para arrecadar fundos. Além disso, quem doar cerca de 30 reais recebe uma camiseta personalizada. Para saber como contribuir, clique aqui. A ONG fica localizada na Rua Shiego Mori, 1960-B, no bairro de Barão Geraldo.

Confira abaixo uma galeria de fotos que foram tiradas na visita feita no dia 29/10 na Associação Pestalozzi na parte da manhã:

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Sobre Gabriel Luchetti

Estudante de Jornalismo, 20 anos, Campinas - SP.
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